quinta-feira, 28 de julho de 2016

A Conclusão

Considere esses indivíduos que você acredite ser os mais inteligentes a viver na face da Terra: Sócrates, Einstein, Stephen Hawking. Qu seja, eles existem e continuam a existir, pessoas com um intelécto maior que essas figuras que nós idealizamos como as mentes mais capazes. Indivíduos capazes de responder os problemas mais filosóficos e complexos já existentes.

Com toda a certeza, você deve estar se perguntando: Se existem tais pessoas, porque eu nunca ouvi falar sobre essa tal pessoa? E se existem mesmo essas pessoas por aí. Porque eles não receberam tantos elogios e reconhecimento para tais habilidades?

Bem... a resposta é simples: Eles todos perecem enquanto são jovens, antes de terem qualquer chance para eles serem reconhecidos e estabelecidos como possuidores de tal intelecto.

Você agora deve estar se perguntando também: Que tipo de destino é esse que acaba com esses prodígios de tanto intelecto, Que tem a força mental para até mesmo resolver sobre qual é o sentido da vida?

Simples, é o mesmo para cada um deles

Suicídio

terça-feira, 12 de julho de 2016

Está tudo bem

Eu consigo sentir meu coração, palpitando tão lentamente, tão gentilmente.
Fraco, fraco. No entanto, é a felicidade pra mim

Thump.
Ouvi o doutor dizendo: “Como isso aconteceu?”.
É algo hilário pra mim, ninguem sequer vai saber o que aconteceu. Todos eles apenas vêem grandes feridas no meu peito, achando que eu fui atacado perto de casa. A verdade é que não foi nada disso que aconteceu, mas nenhum deles conseguirá saber disso

Thump.

“Me desculpe. Mas, eu já não creio que nós podemos fazer no ponto que ela está… Seus batimentos cardíacos estão extremamente fracos, e o corpo dela não faz nenhum esforço para se curar... Olha, nós podemos livrar ela do sofrimento agora... ou então, podemos deixar o corpo dela desse jeito. A escolha é sua.”
Eu não tinha uma única palavra para dizer nesse meu destino. Se eu fizesse esforço o bastante, eu poderia dizer a eles o que eu quero. Porém, uma pessoa que está em leito de morte não tem uma voz nesse mundo. Uma pessoa como eu nunca é ouvida, uma pessoa como eu no estado que eu estou, aparente agora, é uma indivíduo sem vontade nenhuma. Simplesmente deixamos o nosso destino para aqueles que estão a nossa volta decidirem o que eles queiserem.

Thump.

Eu ouvi um som estridente ao lado da minha cama, alguém empurrando uma cadeira para trás de si. Eu sabia que era a minha mãe porque o doutor não estaria fazendo isso, sem mencionar que sua cadeira era uma daquelas que tinham rodas nela. Sua cadeira não rangeria daquele jeito. Eu ouvi uma profunda respiração, alguém exalando.
“Apenas deixe ela morrer naturalmente. Estou indo embora daqui”.
A porta bate... O Silêncio agora é absoluto.

Thump.

Ouvi um suspiro. O doutor se moveu até o lado da minha cama.
O doutor se moveu até o lado da minha cama com um suspiro. “Ela sequer sabe que eu conhecia você fora dessa visita de hospital...”
Ele colocou meu cabelo por cima da minha cara.
“Vamos fazer isso lento e legal. Eu sei que você se irá logo, mas até lá... Abrace a dor, vá de encontro a ela. Vá até onde você pertence.”

Thump.

Ele começou a cantarolar, uma música que eu reconhecia, era uma em que eu estava trabalhando antes de eu decider isso. Antes deu odiar tanto o meu coração que eu queria que sumisse, antes de eu cortar o meu peito e tentar arrancar o meu coração. Antes de eu desmaiar por perda de sange. Antes de eu me levarem pro hospital por alguém que havia assistido toda a coisa. Antes de me pôrem nesse quarto com um amigo meu, aquele que costumava me ajudar quando eu fugi de casa. Antes da minha mãe vir aqui simplesmente porque ela foi forçada a isso, não se importando com a filha dela que estava praticamente morta. Antes de eu decidir que eu precisava encontrar a minha paz.

Thump.

“Não se preocupe,” Ele disse. “Tudo vai ficar bem agora. Só relaxe, Respire fundo e deixe a natureza seguir o seu curso. Tudo vai ficar bem. Você não tem que se preocupar com alguém ou alguma coisa externa. Deixe os seus músculos sumirem”.
Até que eu senti algo molhado acertando meu braço. Ele estava chorando por mim, algo que ninguém havia feito.  

Thump.

Eu vejo uma luz agora. Eu sinto tudo padecendo, eu estou à deriva, indo para onde eu pertenço. Finalmente sinto alguma paz.


“Está tudo bem agora, está tudo ok.”

Nós dançamos

Reading WellPassos não são uma coisa incomum de se ouvir quando você fica sentado num porão, então eu não acho nada de mais quando eu ouço passos vindos da sala acima de mim. Eu só assumo que é o meu irmão, e continuo fazendo qualquer coisa inútil que eu fazia todo o tempo.

Os passos continuaram por mais alguns minutos e eu comecei a ficar irritado. Ele continuava fazendo isso mais e mais alto e eu me perguntava porquê raios o meu irmão ficava fazendo isso tarde da noite. Eu apenas sentei, até porque era impossível de dormir quando se foca em um barulho que só aumentava, digo. Soava como se houvesse outro alguém caminhando por todo o andar principal.
Eu sentei e ouvi os passos ficando mais fortes e selvagens. Eles continuam se movendo, quase formando um ritmo. Ele se move ainda mais rápido e ainda mais selvagem até que ele andava pisoteando em todo o meu chão. Eu concluí que não importa o que seja, isso não pode ser humano. Nenhum humano se moveria daquele jeito

Eu finalmente gritei “Mas que porra é essa?”

Depois disso, todos os ruídos pararam. Tudo se aquietou por um momento, então eu ouvi passos calmos, lentos, se movendo pra porta do meu porão. A porta foi empurrada, e os passos pararam denovo. Eu ouvia a minha respiração nos próximos 3 minutos, então eu suspirei, pensando que tinha acabado.

De repente, eu ouvi algo batendo debaixo das escadas e eu bati na cadeira de uma forma apressada me levantando. Eu comecei a correr até a porta do armário mais próximo, só o suficiente pra ver uma criatura grotesca, careca com 4 pernas, dançando em minha direção com aqueles pés inchados em um ritmo intoxicante.

Eu entrei dentro do armário e fechei a porta com tudo. Apenas durou uma pausa de meio segundo até eu ouvir o mesmo ritmo muito perto da porta. Apenas continuava e continuava. Sem pausa, sem descanso,  sem alívio nenhum. Ele estava lá por horas a fio e eu vi meus dedos batendo conforme a música ia. Então, meio que de repente, começou a parar. Eu esperei por alguns momentos então eu espiei. Ele tinha ido embora. Ativei uma luz perto dali que apenas iluminou uma cadeira. Já estava tudo seguro.


Eu relaxei e fiquei em meus pensamentos por algum tempo. Até que eu notei que meu pé estava batendo, seguindo aquele mesmo ritmo que eu ouvia.  Acho que talvez, mas só talvez, essa música não tenha sido tão ruim. Ela... parecia que ela era decente o suficiente para dançá-la. Então eu deixei meus pés e mãos me levarem e comecei a dançar.